Terceirização

6 mitos sobre a terceirização de serviços que você precisa saber

Nos dias de hoje, uma vez que elas não dispõem de muitos recursos para investir em uma variedade de departamentos distintos, a terceirização de serviços é uma prática usual em empresas de pequeno e de médio porte.

No entanto, diferentemente do que muitos empreendedores e gestores pensam, terceirizar serviços não é uma prática insegura e que pode prejudicar o negócio. Infelizmente, muitos mitos se propagam a respeito do assunto, tirando a oportunidade de organizações dos mais variados segmentos poderem usufruir de uma metodologia trabalhista promissora.

Por isso, no conteúdo de hoje, mostramos os principais mitos sobre a terceirização de serviços que você precisa conhecer. Quer saber mais? Continue a leitura do artigo e confira!

1. Serviços terceirizados são mais precários

Se existe um conceito equivocado no que diz respeito à terceirização é afirmar que os serviços prestados são de qualidade duvidosa ou precários. Infelizmente, isso tem levado muitos gestores de RH a acreditar que só é possível garantir que os serviços sejam realizados com profissionalismo e padronização de processos se eles tiverem apenas colaboradores internos.

Entretanto, a realidade não é exatamente assim. Muitas vezes, funcionários terceirizados são até mesmo mais bem treinados e qualificados para realizar suas atividades do que empregados internos, podendo apresentar desempenho superior.

Isso se deve ao fato de que uma empresa terceirizadora tem o compromisso de entregar aos seus clientes o melhor serviço do mercado, de modo a se manter competitiva e garantir uma posição de destaque entre os concorrentes.

Ou seja, a empresa de terceirização de serviços investe constantemente em treinamentos e atualizações a fim de que seus profissionais sejam capazes de oferecer os melhores resultados nas atividades desenvolvidas.

2. A empresa é obrigada a ter funcionários internos

De acordo com o atual Projeto de Lei, qualquer empresa pode terceirizar todas as suas atividades comerciais e processos internos. Em outras palavras, afirmar que é obrigatório ter funcionários internos é um grande mito, já que a organização pode terceirizar todos os colaboradores, se isso for adequado à sua rotina operacional.

O motivo que tem levado esse mito a se propagar é que muitos empreendedores consideram a tarefa de fiscalizar diversas empresas de terceirização bastante complexa. Porém, a solução para isso é simples: contratar uma única empresa de terceirização capaz de fornecer profissionais para os mais variados departamentos.

3. A relação trabalhista apresenta problemas

Ainda ocorre muito alarde quando se fala na relação entre os direitos trabalhistas e a terceirização de serviços. Todavia, segundo o Projeto de Lei 4330/04, as relações de trabalho permanecem garantidas por lei.

De fato, é necessário que o Governo realize uma fiscalização mais rígida para evitar que empreendedores mal intencionados prejudiquem seus funcionários terceirizados, privando-os de seus direitos trabalhistas básicos.

A legislação pertinente ainda tem muito a ser aperfeiçoada, porém é preciso salientar que os colaboradores terceirizados têm seus direitos garantidos. Ou seja, entre outros benefícios, a empresa prestadora de serviços terceirizados deve pagar:

  • 13º salário;

  • INSS;

  • FGTS;

  • horas extras;

  • férias.

Assim sendo, a empresa contratante tem a responsabilidade de fiscalizar se a outra parte está realizando os pagamentos devidamente. Com exceção de casos em que ambas as partes desenvolvem a mesma atividade econômica, os profissionais terceirizados devem ser representados por um sindicato da organização terceirizada e não da contratante.

Caso a terceirizada omita suas responsabilidades e não realize o pagamento de seus funcionários, a contratante deve assumir tal incumbência. De qualquer forma, grande parte das questões pertinentes aos direitos trabalhistas se refere à contração direta e não à terceirização.

4. Funcionários terceirizados têm maior risco de sofrer acidentes de trabalho

Esse é um mito altamente equivocado, já que a responsabilidade sobre o empregado terceirizado deve ser dobrada. Isso quer dizer que a empresa terceirizadora deve oferecer as melhores condições possíveis para preservar a integridade, a segurança e a qualidade de vida de seus empregados.

Por sua vez, a organização contratante tem a obrigação de exercer esse papel não somente na fiscalização, mas também na garantia de que existam as melhores condições para isso.

5. A terceirização gera desemprego

O fato é que quando os trabalhadores passam a ser contratados por outra companhia, podem ocorrer demissões para contratar uma prestadora de serviços que ofereça o mesmo por um valor inferior.

Mas isso não necessariamente é sinônimo de desemprego. Ao contrário, sempre haverá vagas a serem ocupadas por outros funcionários. Ou seja, a terceirização representa aumento de oportunidades. Para se ter uma ideia, em muitos casos, as empresas prestadoras de serviços se propõem a contratar os empregados antigos de volta.

6. A terceirização de atividade-fim é ilegal

É muito comum nos depararmos com gestores que evitam lidar com a terceirização de atividade-fim, pois acreditam que estão descumprindo a legislação.

No entanto, segundo o já mencionado Projeto de Lei 4330/04, está bem claro que a prestação de serviços envolve todas as atividades, sejam acessórias, inerentes ou complementares à atividade principal da companhia contratante.

Atualmente, organizações automotivas como a Ford e a Volkswagen, por exemplo, terceirizam grande parte de sua atividade-fim, delegando a função de montagem de peças de automóveis a outras empresas terceirizadas.

Nesse contexto, a maior preocupação por parte da lei é que a empresa prestadora de serviços deve focar em uma atividade específica pertinente à contratante, com o intuito de evitar que ela se torne uma espécie de suporte para variadas atividades.

Como você pôde conferir no artigo sobre os principais mitos sobre a terceirização de serviços, ainda há muito o que aprender a respeito do assunto. Empreendedores e gestores de RH de organizações dos mais variados portes e segmentos do mercado acabam acreditando em boatos que são propagados por indivíduos leigos no assunto.

O que infelizmente faz com que muitas empresas e profissionais terceirizados deixem de estabelecer uma relação comercial saudável, democrática e altamente promissora. Por isso, lembre-se que para manter a companhia atualizada e competitiva é preciso buscar informações em fontes confiáveis e evitar acreditar em dados sem procedência relevante.

Este conteúdo foi útil para você? Quer entender mais sobre o assunto? Aproveite e confira também este post sobre a relação entre a terceirização e o aumento de produtividade!

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